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COLÓQUIO - IFUSP: : Scale-up: experiência de aprendizado ativo no IF

Nos últimos anos novos resultados em áreas de pesquisa distintas como cognição, educação, neurociências e psicologia reforçaram e validaram iniciativas de "aprendizagem ativa", que buscam reforçar, na sala de aula o protagonismo do estudante. Essas experiências têm mostrado, de forma sistemática, resultados positivos tanto na aprendizagem do conteúdo em si quanto diminuição de índices de repetência e evasão. Em física, as primeiras iniciativas remontam a meados dos anos 80, com a publicação dos primeiros estudos sistemáticos mostrando resultados sobre duas coisas que muitos de nós, como professores, intuímos: (i) há pouca correlação entre a competência na solução de problemas acadêmicos e a real compreensão dos conceitos subjacentes por parte de alunos que cursam disciplinas tradicionais e (ii) a eficiência das aulas expositivas é baixa em suprir essas deficiências. Ainda, em uma época onde há informação em abundância e ao alcance de todos em qualquer celular, o interesse dos alunos por palestras só faz diminuir, obrigando-nos a repensar o papel das aulas. Entre as propostas de aprendizagem ativa surgidas como alternativa destacam-se a "instrução pelos pares", desenvolvida por Eric Mazur em Harvard, e metodologias como o SCALE-UP ("student-centered active learning environment with upside-down pedagogies"), desenvolvida por Robert Beicher na Universidade Estadual da Carolina do Norte, e sua variante TEAL ("technology-enhanced active learning"), adotada no MIT e em Yale. Apresentaremos um panorama dessas propostas, e discutiremos a experiência que vem sendo realizada no IFUSP a partir do início de 2015 com a adaptação do método SCALE-UP nas turmas de física 1. Mostraremos exemplos das atividades desenvolvidas em sala e em casa, abordagem, avaliações, comentando a reação dos alunos.

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